março 29, 2005

Eugenia myrtifolia

Eugenia myrtifolia1.JPG

Este post seguindo a referência à pitangueira (Eugenia uniflora) e outras eugenias feita no Dias com árvores.
Esta Eugenia da família da mirtaceae, é originária da Nova Zelândia. O nome vulgar é mirtilo vermelho.
O arbusto da fotografia foi comprado pequeno num viveirista, é uma planta que agora aparece facilmente. Aguenta muito bem o Inverno e para grande espanto meu até o vento.

O fruto é comestível embora com uma textura esponjosa e com um sabor esquesito. É usado na origem para fazer compotas e doces. O melro (turdus merula), aprecia bastante os frutos, não se importando com a origem.

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março 23, 2005

Tentativa de um conto - Parte 1

Era uma vez uma árvore, nascida entre ervas altas. Como todas as árvores teve uma primeira idade de observação e contemplação. Este ritual inseria-se num saber milenar que ditava que antes de comunicar se deve apreender, inserindo-se no meio, mesmo fixa num ponto, existe todo um universo em que a linha do horizonte se fecha numa circunferência: Existia também uma outra razão, era necessário processar toda a carga genética herdada e através dela dialogar com os antepassados numa aprendizagem única transportada desde a criação da espécie.
Assim a árvore só estava pronta a comunicar num estágio em que a sua formação física se encontra praticamente definida.
E chegou o dia, perto dela encontrava-se outra árvore com porte em todo semelhante, mas que ao mesmo tempo lhe parecia completamente desconhecida, numa primeira fase pensou tratar-se duma irmã, mas já tinha chegado à conclusão que não o era.
- Olá
- Finalmente, estava ansiosa por conversar.
Realmente não havia mais nenhuma árvore por perto, somente um velho tronco com umas folhas muito débeis a assinalar o seu fim, mas ansiosa? O que seria ansiosa?
- Pareceremos quase irmãs, mas ao mesmo tempo pareces-me estranha, donde vens?
- Não somos irmãs, tu és e uma espécie antiquada, gasta ao longo dos séculos, multiplicada por pássaros e borboletas. Eu não, sou uma nova espécie, nasci das mãos do homem, alterou-me o código genético para resistir à colonização desses insectos desprezíveis que se amontoam em cima nós. Sou o que se chama um produto de alta tecnologia concebido e criado para que o meu criador disponha do tempo a seu favor e eu resista sem mais cuidados seus…

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março 22, 2005

Andorinhas

Já começou oficialmente a Primavera, ainda não vi nenhuma andorinha, e na minha zona elas costumam chegar bem mais cedo. Já as tenho visto até em Fevereiro.

Alguém já as viu?

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março 18, 2005

Mau tempo

Passei o dia a ouvir falar do bom tempo que está. Ironia? Hiprocrisia? Desconhecimento ?

Viva a cidade, os alimentos vêm todos do supermercado!

Hoje, ontem, este Inverno tem estado mau tempo.Muito mau tempo.

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"A Natureza está estranha..."

e não sei porquê."

Joaquim Correia, DN, 18/03/05

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março 16, 2005

A árvore como monumento

A árvore como monumento

“…As árvores e os maciços arbóreos classificados de interesse público constituem um património de elevadíssimo valor ecológico, paisagístico, cultural e histórico, em grande medida desconhecida da população portuguesa.
Quantos portugueses sabem que no seu país se encontra a árvore mais alta de toda a Europa? Quantos tavirenses conhecem a vetusta oliveira de Pedras de El Rei, cuja idade foi medida em mais de 2000 anos, sendo portanto anterior à era cristã? Imaginam os lisboetas que se cruzam diariamente com dezenas de árvores notáveis que testemunharam acontecimentos decisivos da história de Portugal?
No entanto, já desde o século XIX que silvicultores e naturalistas apelam à protecção de “arvores colossais”, que representariam o remanescente da antiga cobertura indígena e anteviam o prodigioso desenvolvimento de outras espécies exóticas recém introduzidas, cujo rápido crescimento certamente as levaria a suplantar em dimensão o arvoredo autóctone…”

bela sombra.jpg
Bela-sombra (Phytolacca dioica L.), árvore jovem de dimensões já excepcionais, no bairro da Fábrica de Porcelanas da Vista Alegre (Ílhavo)


carvalho alvarinho.jpg
Carvalho-alvarinho (Quercus robur L.), do Jardim Municipal de Paços de Ferreira.

pinheiro serpente.jpg
Pinheiro-bravo (Pinus pinaster Ait.), da Mata Nacional de Leiria (São Pedro de Moel, Marinha Grande). Estas árvores, retorcidas pelo efeito dos ventos dominantes, são vulgarmente designadas por “pinheiros-serpente”.

Eucalyptus diversicolor.jpg
Eucalyptus diversicolor Müller (karri), na Mata Nacional de Vale de Canas (Coimbra), plantado no final do séc. XIX. Com 75m de altura e mais de 30 metros de tronco limpo de ramos, é a mais alta árvore da Europa.

João Rocha Pinho –Brochura da Direcção Geral das Florestas

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março 15, 2005

Árvores 1

Árvores são os maiores organismos vivos da Terra. A Torre de Pisa e o Big Bem seriam obras anãs perto das espécies mais altas. A árvore tropical mais alta é a Araucaria hunsteinii (fotografia de www.forestlight.co.uk/) que cresce na Nova Guiné (89m).
Araucaria hunsteinii.jpeg

Uma das maiores árvores do mundo (Ficus benghalensis, imagem de: www.hear.org) é encontrada no Jardim Botânico de Calcutá na Índia; plantada em 1782 a árvore cobre uma área de 1,2 ha e dá sombra para mais de 20 mil pessoas, tem 1775 troncos (raízes colunares) e um diâmetro médio de 131m.
ficus_benghalensis.jpeg

Em termos de volume, o maior organismo vivo do mundo é uma sequóia (Sequoiadendron giganteum – imagem de botit.botany.wisc.edu) da Califórnia com diâmetro de 17,6m, altura de 95m e com peso estimado de 1200 toneladas;
Sequoiadendron giganteum.jpeg

já a Sequoia sempervivens (imagem de : www.randall.k12.wi.us/), medindo 112,2m, em 1996, é considerada a árvore mais alta do mundo (14m mais alta do que a torre do Big Bem).
Sequoia sempervivens.jpeg

A árvore mais grossa do mundo é a Montezuna cypress (Taxodium mucronatum, imagem de www.acapixus.dk/) perto de Oaxaca no México.
Taxodium mucronatum.jpeg

A árvore mais alta já registrada era um exemplar de Eucalyptus regnans ( imagem de : www.angelfire.com), medido em 1872 em Vitória na Austrália, com 132,6m.
Eucalyptus regnans.jpeg
Fontes: As fotografias não correspodem às árvores descritas no texto, as fontes estão indicadas.
Trees: An Illustrated Identifier and Encyclopedia. Russell, Tony and Cutler, Catherine.
London, 2003.

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março 10, 2005

Granadilha

No anterior post só tinha fotografia da flor do maracujá banana, e deste só tenho a do fruto e da planta.
A granadilha, outra espécie de maracujá, (Passiflora linguaris, Juss) que aparece frequentemente à venda nas bancas das frutas tropicais, embora seja um fruto subtropical, a fruto da foto foi adquirido aí, e a planta nasceu por sementes, ainda não produziu flores, embora mais sensível que o maracujá banana aguenta bem o Inverno.
Em termos de qualidade de fruto, este para mim é o mais saboroso dos maracujás, podendo-se comer ao natural

Passiflora Ligularis6b.jpg

Em termos de qualidade de fruto, este para mim é o mais saboroso dos maracujás, podendo-se comer ao natural

Passiflora Ligularis7b.jpg

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março 09, 2005

Maracujá banana

Passiflora mollissima222.JPG

O Maracujá banana (Passiflora mollissima, (Kunth) Bailey) é originário das zonas de altitude da Venezuela à Bolívia, podendo aparecer a altitudes de 3000 a 4000 m nas regiões andinas em condições ecológicas que outras espécies não têm condições de sobreviver.
O que aparece na fotografia descende duma linhagem da ilha da Madeira, onde comprei o fruto no mercado do Funchal, deu-se muito bem e chega a produzir flor no Inverno quando este é muito húmido. O sabor, próximo do maracujá roxo (Passiflora edulis), é também muito concentrado no fruto, sabendo melhor o sumo diluído em água.
É uma trepadeira que cresce muito depressa, como a maioria dos maracujás tem um tempo de vida curto, 5 a 7 anos. Vale normalmente a grande quantidade de frutos que produz.

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março 08, 2005

O elogio da Natureza (sic)

A natureza, segundo David W.Griffith( cineasta, 1875-1948), é a que nasce, não de qualquer evidência automática, mas de uma verdade que tem tanto de transparente como de insondável – a natureza é, em Griffith, a manifestação do humano como mistério sempre em aberto.

João Lopes, DN, 5/3/05

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março 04, 2005

Numa época em que o homem adorava árvores

Este blog vai-se desenvolvendo com alguns documentos que vou tirando dos meus arquivos, sem eu propriamente intervir, falta de tempo, acima de tudo. De qualquer maneira vou partilhando ideias …
Este é o estrato duma lenda que sustenta um dos mitos do cambolé afro-brasileiro. Embora não professe o sentido religioso do texto crio sempre uma empatia especial com qualquer referência que me faça lembrar que houve uma época em que o homem adorava árvores

“No começo dos tempos, a primeira árvore plantada foi Iroco.
Iroco foi a primeira de todas as árvores,
mais antiga que o mogno, o pé de obi e o algodoeiro.
Na mais velha das árvores de Iroco, morava seu espírito.
E o espírito de Iroco era capaz de muitas mágicas e magias.
Iroco assombrava todo mundo, assim se divertia.
À noite saía com uma tocha na mão, assustando os caçadores.
Quando não tinha o que fazer, brincava com as pedras
que guardava nos ocos de seu tronco.
Fazia muitas mágicas, para o bem e para o mal.
Todos temiam Iroco e seus poderes
e quem o olhasse de frente enlouquecia até a morte.
(...)”.
7 PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. p. 164.

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março 02, 2005

Hoje, o que é a Natureza?

“A terra de um povo já não é um simples
dado da natureza, mas uma porção de espaço
afeiçoado, pelas gerações, onde se imprimiram, no
decurso do tempo, os cunhos das mais variadas
influências. Uma combinação original e fecunda,
de dois elementos: território e civilização”

RIBEIRO, LAUTENSACH E DAVEAU, 1991, p. 25

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Amador

... 1 que ou o que ama...; 2 que ou aquele que gosta muito de alguma coisa; amante, entusiasta, apreciador; 3 que ou quem se dedica a uma arte ou um ofício por gosto ou curiosidade, não profissional.... 4 que ou aquele que ainda não domina a actividade a que se dedicou, revelando-se inábil, incompetente... 5 que ou quem entende apenas superficialmente de algum assunto ou actividade...

in Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa; Temas e Debates; (2005);

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